terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Amor: Violência cor-de-rosa

Hoje acordei e vi mais umas destas manchas roxas que me marcam a pele sempre que chegas a casa com esse teu odor nauseabundo a vinho. 
Hoje acordei e senti uma raiva negra no meu corpo, quis desfazer-me de todas as tuas peças, de todas as tuas memórias, de todos os teus gestos. 
Fui capaz de pegar em mim e fugir dessa tua violência que me prega lágrimas na cara sempre que te vejo, à janela, a vir direito a casa para um jantar que nunca te faço. 
És o frio que nunca veio para me aquecer. 
Amo-te, perdoa-me este nome. e pelo amor sou capaz de me esconder atrás de todas estas marcas que me deixas na carne, se algum dia me matares… eu direi que morri por amor.